9 de novembro de 2017

"Life, or something like it": E todas as "morais de história" que conhecemos

Acabei de ver no Netflix o filme "Life or something like it", em tradução livre, "Vida, ou algo assim", mas, no título do filme em Português, "Uma vida em sete dias" (Brasil sendo Brasil, não é verdade?!). E o filme (assim como o título dele, original) faz pensar muito sobre exatamente isso, ainda mais se tu vê o título depois de ter visto o filme como eu fiz agora! hahahahaha E foi por isso que eu resolvi vim aqui escrever pra vocês, porque ele fez muito sentido pra mim, pra minha vida e pra vida de um monte de gente que eu conheço e que provavelmente vai se enxergar nessas parada aqui. E talvez até você, caro leitor, que tá aqui agora acompanhando essa resenha! Quem sabe, não é mesmo?!

"Life, or something like it". @pritrelles

O filme conta a história de uma jornalista que trabalha em uma emissora de TV local, e tem a grande oportunidade da vida dela, com a qual ela sempre sonhou, mas nunca achou que seria possível, de trabalhar na emissora de Rede Nacional. Basicamente ela trabalha numa RBSTV, tipo em um Jornal do Almoço, e sonha em trabalhar na Rede Globo, no Jornal Nacional, por exemplo. Eis que surge essa chance, e o chefe dela diz que abriu a vaga e que indicou ela pra trabalhar lá. Ela é noiva de um jogador de baseball famoso, ela é famosa, tem um pai idoso, uma irmã casada, com dois filhos, mas não tem uma relação muito boa com ela. O pai dela já tá meio debilitado pela idade e a mãe dela faleceu quando ela era criança, ainda. Então ela virou Workaholic, meio que pra tentar superar toda essa falta e distância da família na vida pessoal e tentou preencher com o profissional, sendo bem sucedida. Até aqui, uma história comum de filmes que tem por objetivo dizer pra gente que a vida profissional não é tudo na vida. Pois bem, pra ela conseguir essa vaga de repórter do jornal em rede nacional, ela precisa trabalhar com um cameraman com quem ela não se dá muito bem pessoalmente e que já teve um one night stand (dormiram juntos depois de estarem bebados e nunca superaram isso), e eles não são bem o melhor casal pra trabalhar juntos profissionalmente. No começo, ele cria umas emboscadas pra ela, até que um dia, a matéria é feita com um morador de rua, que aparentemente é um profeta. Ele fala sobre o resultado do jogo de futebol, falta sobre o tempo, fala que ela não vai conseguir o emprego que ela quer na rede nacional e fala que ela vai morrer em sete dias (Eis o inteligentíssimo spoiler do título traduzido para o inglês. Que lembrando bem dos títulos de filmes em Portugal, deve ter um complô por aí!). Bem, ela fica com isso na cabeça e inicialmente, o profeta acera o resultado do jogo, que era o principal objetivo da matéria que ela tinha feito e acerta sobre a virada do clima. Além disso, acerta também sobre um terremoto, dias depois quando ela vai atrás dele pra tentar provar que ele tá errado sobre a morte dela. Ela fica louca, vai visitar o pai e a irmã, termina o noivado com o jogador de baseball, e começa a ter uma relação com o tal do cameraman. Acaba fazendo uma matéria ao vivo enquanto tá bêbada por causa dessa história toda e isso rende pra ela a vaga na rede nacional, o que faz com que o cameraman termine o relacionamento com ela, porque ela vai morar em Nova Iorque, mas também faz ele ir atrás do mendigo e ter uma maior clareza sobre a profecia da morte. Ele vai atrás dela e quando ele chega em Nova Iorque, perto do prédio onde ela trabalha, tem uma confusão com polícia e ela tá ali perto, e acaba levando um tiro. Eles vão pro hospital e ela sobrevive. Confessam um pro outro que se amam e enfim... Eis o filme.

Dei uma breve introduzida (hehehehehhe) sobre o filme, porque ele inteiro me fez pensar, mas não sozinho. Enquanto eu via o filme, falava com um amigo meu no whatsapp e ele me disse que tinha sido demitido da empresa na qual trabalhava - obviamente-, mas que não foi lá um choque tão grande porque ele não era muito bem pago, trabalhava demais e já pensava em sair da empresa, e que agora vai mandar os currículos e que "pagando bem eu to pegando". POIS BEM. Levanta a mão aí quem de vocês que tá lendo isso aqui agora, já se pegou nessa mesma situação. Não de ser demitido, especificamente... Digo na situação de se ver em um local onde não te agrada mais estar, porém, sabendo que talvez seja mais complicado de achar outro lugar em que seja aceito, então a gente começa a empurrar com a barriga toda a situação (porque os boleto não se pagam sozinhos, não é verdade?!) e se vê quase que encurralado, não satisfeito com o lugar onde tá, mas sem coragem de sair. Bom, estamos no Brasil e sabemos que as coisas só vão bem pra os engravatados que nada fazem e nada sabem sobre crise, porque ela não chega na casinha e emprego deles. Até porque, eles nem sabem o que significa emprego, né? Sabemos todos disso.

A questão é: Se tu não levantou a mão quando perguntei sobre a situação no trabalho, das duas opções, tu tem uma: Ou tu não trabalha, o que obviamente não faz nem sentido estar triste no trabalho, porque né... Ou tu tá feliz no teu trabalho e não só porque tu tem VT, VR e grana pra pagar os boletos, mas porque realmente esse emprego te acrescenta em algo. E nesse caso, meu amigo, tu é muito sortudo e é um caso bem raro e incomum no nosso país e quiçá no mundo atual.

Então, pensando no filme em si, no título do filme, e no que meu amigo me falou... Isso é realmente vida?! Viver pra trabalhar e trabalhar pra viver faz realmente sentido?! Abrir mão de bem estar, saúde física e psicológica, por um emprego que mal te pague bem ou que em qualquer pequena crise que tiver, tu ser cortado porque é um estagiário ou porque "alguém tem que sair"? Isso é realmente saudável?! Não, eu não to falando pra todo mundo largar os emprego onde tá pra poder ser feliz e morrer de fome, ou coisa parecida. Mas se dar valor. Saber o quão bom tu é, e realmente ser bom em alguma coisa, pra não deixar as empresas definirem o teu salário, carga horária ou tua vida. Não viver de ameaças, do tipo "hora extra ou rua". Sabem? Quando a gente fala de ter uma carta na manga e segurança, não é sobre ter vagas em stand by e rezar pra que não seja demitido no dia seguinte. é sobre ter conhecimento e autoconfiança pra saber que a gente vale alguma coisa e a empresa não querer nos perder, nem diante de uma crise, entendem?! Não é um conselho pra ser porra loca e vamo embora. É só uma pulguinha atrás da orelha que talvez pode transformar o cenário atual de muita gente aqui no Brasil e no mundo.

Então por hoje era isso! Espero que vocês tenham gostado! Se tu gostou, não esquece de dar like e compartilhar com os teus amigos!


Um beijo e até a próxima!

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