9 de novembro de 2017

Amores atuais: sentimento real ou um tipo de poder disfarçado?

Vocês provavelmente vão concordar comigo quando eu digo que o amor é um negócio. Não faz pouco tempo isso, mas há algumas décadas, ele virou o maior foco do capitalismo, e eu não falo apenas do dia dos namorados. Já perceberam que em qualquer data comemorativa, gostar de alguém, significa dar presentes?! Aniversário, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, natal, páscoa, dia dos avós... Até em dia de finados!! Pra tu provar que tu gosta da pessoa e não esqueceu ela, a sociedade te diz que deve levar uma flor no túmulo ou onde quer que haja uma memória dela. Se tu não fizer isso, provavelmente tu não vai ter uma boa aprovação.

Amores atuais: sentimento real ou um tipo de poder disfarçado? @pritrelles
Quando eu era pequena, até meus 16 ou 17 anos, eu sonhava (inclusive acordada), em casar, ter filhos, uma casa, um cachorro, construir a minha família, etc.. Coisa que a maioria das meninas que tá aqui lendo, deve ter feito também. Sonhado com o príncipe encantado, com a família perfeita pintada em contos de fadas e filmes de comédia romântica. E não me levem a mal, mas eu depois de uns anos de transição (obviamente não foi em um passe de mágica que eu acordei um dia e falei "opa! não quero mais isso pra mim, não.. vamo mudar isso daqui, porque não tá legal!" e descobri que queria algo diferente pra minha vida), entendi o que eu queria de verdade. Na verdade por um tempo eu tava confusa, eu queria encontrar alguém que fosse perfeito pra mim, mas não necessariamente um príncipe encantado, nem casar. Lembro que em algumas situações, quando alguém me perguntava porque eu tava solteira, ou se eu não tinha um namorado, ou se eu não queria namorar, ou a clássica "como que um homem vai te querer desse jeito? Sendo mandona, autoritária, cabeça dura, e largada assim? Nenhum homem vai aceitar uma mulher assim..." (que por incrível que pareça, não foi nenhuma tia minha que falou, mas a minha vó!), e eu respondia algo tipo "quem disse que eu quero me casar? Eu quero me formar, quero ser bem sucedida, trabalhar e ter a minha casa. E quando minha vida já estiver um pouco resolvida nesse caminho, pensar em ter um filho e poder cuidar dele. E pra nada disso eu vou precisar de um homem.". Essas respostas não eram planejadas, eu na verdade (como na maioria das vezes acontece comigo), só percebia o que eu dizia, depois que eu já tinha dito. De início, isso me deixava intrigada, mas ao mesmo tempo feliz. Intrigada porque eu até pouco tempo atrás sonhava com um homem maravilhoso. capa de revista, que trabalhasse e tudo mais, imaginava meus filhos e minha casa com um cachorro, bem típico daquelas histórias que a gente criava pra brincar de Barbie, típico de história de livros que a gente lia quando pequeno. E agora o que saía da minha boca não tinha muito a ver com o que eu imaginava há anos. Mas ficava feliz porque eu conseguia me enxergar no futuro, sem depender de alguém. E feliz, fazendo o que eu quisesse e sem abrir mão de ter filhos, ou me ver presa a alguém que talvez não fosse a melhor pessoa pra se estar.

E quanto mais eu cresci e desenvolvi pensamentos e ideias, quanto mais eu fui vendo a vida, os exemplos que eu tinha perto de mim, os filmes que eu via, e até mesmo coisas que meus amigos homens faziam, mais eu fui vendo que eu queria estar livre. Desapegada. Minha ideia de felicidade era ter um trabalho onde eu pudesse trabalhar viajando, estar onde eu quisesse trabalhando e conhecendo novos lugares, explorando o mundo todo. Estar presa em um lugar, criar raízes, isso não me parecia algo muito bacana, e eu sabia que casar talvez não fosse me permitir isso. Então eu tinha decidido que eu não iria me casar, porque eu não queria de maneira nenhuma acabar com a minha vontade e possibilidade de viver no mundo sem ter que me preocupar com alguém além de mim, ou ter que dar satisfações.

Aliás, vou contar uma coisa que talvez vocês não saibam: Eu sou viciada em Sex And The City. Mas em um nível gigante. E eu percebi vendo os dois filmes e a série, que talvez eu não seja a única a pensar dessa forma sobre o casamento. No filme a Carrie se casa com o Big (John James Preston), na segunda tentativa. Primeiro eles fazem um casamento religioso gigante, com vestido de grife, com mais de 200 convidados, com tudo o que a maioria das meninas sempre sonhou em ter no seu casamento religioso. Acontece que na última hora, o Big desiste de se casar e acaba com a vida da Carrie que entra em uma depressão extremamente profunda. Mas, depois de um tempo, eles acabam se reencontrando e se casando apenas no civil, no susto mesmo, só com as 3 amigas da Carrie e suas respectivas famílias e acompanhantes. E comemoram a união deles em um pequeno restaurante em Manhattan, sem muito auê, com a Carrie usando um vestido comprado em um brechó. Alguns dirão que é destino; Já eu, acho que foi um roteiro muito bem escrito. E isso SÓ enfatizou o que eu achava ser louca e talvez única, em pensar que poderia acontecer, e confesso que me deu um alívio. Claro que é um filme e um roteiro bem escrito, MAS até um roteiro bem escrito deve ser acreditado pra que alguém possa chegar ao ponto de espalhar pro mundo com um best seller, não é verdade?!

Cena de "Sex And The City". @pritrelles
Meu ponto aqui é: Pra mim, os amores atuais não são mais um sentimento puro e real. Não é como antigamente que existia toda a questão do flerte, de conhecer a pessoa, de se envolver e se sentir apaixonar e entender o sentimento crescer dentro de ti aos poucos. Hoje em dia tem gente casando pra conseguir pegar uma herança (muito mais que antigamente!). E é um dos motivos pelos quais eu não acredito mais em casamento no religioso, nem em civil, nem na ideia que envolve o casamento atual. E se for pra ter um casamento assim, pra sociedade dizer que tu é casado, ter que provar pra alguém o teu sentimento, gastar milhões em uma cerimônia e tudo mais, eu prefiro não casar. Até porque, nunca se sabe se vai realmente dar certo e nada dura pra sempre, né?!

Por hoje era isso! Se tu gostou, deixa o teu like e compartilha com os teus amigos. e me diz nos comentários o que tu pensa sobre isso!

Um beijo, e até a próxima!

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