16 de novembro de 2017

A ironia da morte.

Conheço várias pessoas com talentos maravilhosos em vida. Que fazem verdadeiras obras de arte (e nem digo apenas de pinturas, esculturas, ou coisas que são mundialmente conhecidas como arte.), diariamente. Como por exemplo, praticar a empatia, ajudar quem tá próximo, serem pessoas maravilhosas e tudo mais. Mas claro, também conheço pintores, escultores, escritores, criadores, que simplesmente não são reconhecidos, e sabe lá Deus porque! E se tem algo que eu digo sobre a arte, e artistas, principalmente, é que o talento e as boas coisas feitas em vida só serão reconhecidas em morte. Mas isso não é um privilégio apenas dos artistas. Talvez até seria melhor se fosse assim.

A ironia da morte@pritrelles
A verdade é que ninguém liga pras coisas feitas. Só pra o que tu fez de ruim. Quem nunca ouviu alguém que passou por isso ou realmente passou por aquela situação de "Ajudo todo mundo, faço tudo certo e ninguém me agradece. Mas um dia que eu erre ou diga que não posso ajudar, reclamam até não poder mais e eu viro a pior pessoa.". Normal. Quer dizer, não deveria ser, mas é algo normal da vida. Da vida. Não da morte, veja bem.

Quem já foi em velório, sabe como funciona, e as vezes nem precisa ir em velório, basta prestar atenção no dia de finados. Sempre tema alguém elogiando o morto, como "uma pessoa boa, que só queria o bem de todos, que isso e aquilo". Geralmente de quem mais vivia brigando e xingando a pessoa em vida. A pessoa quando morre vira uma santa. É amada por todos, parece que todas as coisas ruins que fez em vida fossem perdoadas, que ela virou um anjo. E pode até ser realmente isso.

E então, pensem comigo, quantas vezes na história da arte vocês viram que um artista enquanto vivo, não tinha o reconhecimento desejado. Mas que quando faleceu, as obras passaram a valer milhões? Leonardo da Vinci, tem um dos quadros mais reconhecidos mundialmente, A Monalisa. Multidões se rebatem no Louvre diariamente tentando ver o famoso quadro que causa e causou tanta polêmica na história. Isso não é bizarro?! Pensem nisso.

A inspiração do texto de hoje, foi o  filme "Póstumo", que vi no Netflix. Super recomendo. E é basicamente isso, um artista que foi "rejeitado" pelas suas obras que não chamavam atenção. Resolveu "se suicidar" e então inspirou uma exposição com suas obras para venda. Foi um sucesso e acabou chamando atenção de uma jornalista sobre sua vida e obra. Acontece que ele não tinha morrido, e resolveu se passar pelo seu irmão, que obviamente não existia. Os dois acabaram passando muito tempo juntos e a matéria que era pra ser sobre a vida dele, e a suposta morte falsa, acabou sendo sobre a vida amorosa e carreira falsamente fracassada da jornalista. Os dois acabaram juntos e a farsa toda acabou com uma exposição do artista, em um cemitério, com suas "obras póstumas". Em resumo, da noite pro dia ele passou de "desconhecido desvalorizado" para "o maior artista de todos os tempo, que pena que faleceu". Entenderam a essência do negócio? Poisé.

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